Entrevista com Bruna Costa, fotógrafa pernambucana
Por Francinny Marques, Matheus Darwim e Niedllin Araújo
Por Francinny Marques, Matheus Darwim e Niedllin Araújo
Graduada em Fotografia pela Uninassau, Bruna Costa foi membro do Conselho de Fotografia do MEC e mediou palestras, mas foi trabalhando na Prefeitura de Olinda que ela teve seu primeiro contato com a fotografia jornalística. Hoje é prestadora no Diario de Pernambuco, onde já realizou a cobertura de shows como o de Ana Carolina e Marcelo Falcão, jogos como o Campeonato Pernambucano e o Brasileirão, e também cobre sociais para o Blog João Alberto. Além disso, há 4 anos tem seu próprio projeto (Bruna Costa Fotografia), onde atua no cenário fotográfico de Pernambuco e realiza ensaios externos, em estúdio, eventos e corporativos. (texto adaptado de seu site: https://www.brunacostafotografia.com/sobre)
QUAL O MAIOR DESAFIO DE EXERCER A PROFISSÃO DE FOTOJORNALISTA DURANTE ESSE PERÍODO DE PANDEMIA?
QUAL O MAIOR DESAFIO DE EXERCER A PROFISSÃO DE FOTOJORNALISTA DURANTE ESSE PERÍODO DE PANDEMIA?
O maior desafio pra mim é o limite de aproximação e onde pode ou não ficar ou fazer. Quando se tem aglomeração a gente não pode demorar muito, acaba que limita as nossas opções de fotos e ângulos.
QUAIS TÊM SIDO AS FORMAS PREVENTIVAS ADOTADAS DURANTE ESSE PERÍODO?
Muita higienização. Andamos com máscaras e com álcool em gel. Evitar tocar nas coisas, nem pra se apoiar. Todas as vezes que voltamos de alguma pauta, limpamos o material com álcool específico para equipamentos.
EXISTIRAM MUDANÇAS NA PRÁTICA FOTOJORNALÍSTICA QUE A PANDEMIA OCASIONOU? QUAIS FORAM ELAS?
Sim, como havia dito na pergunta 1, ficamos mais limitados devido a distância recomendada pela OMS. E também em questão a demanda de pautas, caiu muito pois o foco hoje é a pandemia.


EXISTE ALGUMA PRESSÃO PARA SER PRODUTIVO NESSE PERÍODO DE PANDEMIA?
Temos que sempre dar o melhor com o que temos. Sendo pouco ou muito. A pressão existe para que a gente se concentre e tente extrair o máximo de cada pauta. Porque o risco existe e não podemos nos expor.
QUANDO VOCÊS SAEM ÀS RUAS, HÁ ALGUMA RESISTÊNCIA OU HOSTILIDADE POR PARTE DO PÚBLICO QUANDO VEEM QUE VOCÊS ESTÃO FOTOGRAFANDO O LOCAL E AS PESSOAS?
Sim, demais. Resistência sempre tem e ainda mais agora durante a pandemia, pois elas sabem que estão erradas e quando nós abordamos, elas não falam de jeito nenhum, aí logo sai de perto. Hostilidade já sofri duas vezes, uma no início do isolamento social e outro quinta feira passada (14). Quando tem pessoas em grande número, elas se sentem fortes e a vontade pra fazer isso.


Devido ao isolamento social, nossa entrevista foi realizada via Instagram.
Fotos: https://www.facebook.com/pg/brucostafotografia/photos/?ref=page_internal
Fotos: https://www.facebook.com/pg/brucostafotografia/photos/?ref=page_internal

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